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O que esperar de uma análise

  • Foto do escritor: Renata Masiero
    Renata Masiero
  • 11 de jan. de 2024
  • 1 min de leitura

Atualmente, tornou-se cada vez mais comum a frase, “preciso de um psicólogo para solucionar meus problemas”, e assim acaba-se vendendo a ideia de que a psicoterapia é capaz de operar milagres. Surgem propagandas e anúncios de novos métodos para ansiedade, depressão, fobias, timidez, etc. Métodos que prometem resultados cada vez mais rápidos e com menor comprometimento. E assim, os fenômenos da psique se adentram na constante necessidade de velocidade e de melhora de desempenho. Fazer análise para falar melhor, se portar melhor, se conhecer melhor, etc. E muitas vezes isso orienta a escolha de um profissional.

Procura-se, muitas vezes, uma análise com a ideia de rápida solução, sem precisar falar muito e com o mínimo de investimento possível. Mas será que é isso que se deve esperar de uma análise? Uma promessa de cura, rápida e definitiva? Primeiramente, quando se trata de análise, não há promessas e também não há garantias. É preciso que se saiba disso. Cada sujeito é único, com história e significantes próprios. Assim, cada análise é também única, não há receita. Ela é construída a partir do encontro entre duas pessoas, um analista e um analisante. A análise é encontro, é ter de lidar com o imprevisível, suportar o desconhecido, mas acima de tudo, análise é aposta. Aposta no desejo; desejo do analista, desejo do analisante, sendo o desejo o caminho a reger a análise. Assim, se propor a uma análise é se a ver consigo mesmo, com suas próprias produções, com seu próprio saber, com sua própria história. É se implicar enquanto um sujeito!




 
 
 

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